Museu Casa de Nhozinho celebra aniversário com exposições abertas ao público

O acervo da Casa inclui peças indígenas, utensílios de pesca, carros de bois, teares de rede, vasos de cerâmica, dentre outras peças

10/06/2025

O Museu Casa de Nhozinho, localizado na Rua Portugal (Praia Grande), completa neste mês de junho, 23 anos, com exposições e mostras abertas ao público, além do acervo permanente.

Está aberta na Casa, a exposição “Divino Espirito Santo do Centro Histórico”, que retrata a maneira dos povos de matriz afro-religiosa de demonstrar suas verdadeiras práticas nesse contexto de festividade religiosa. A mostra fica aberta ao público até o dia 23 de julho de 2025. 

Além disso, o Museu exibe a exposição internacional “Curriculum: Aprendizagem e Experiência na Espanha da Nova Arquitetura Latino-americana”, até o dia 17 de julho. A mostra retrata obras de 32 profissionais de países como Argentina, Equador e Chile e celebra a arquitetura produzida na América Latina. A vinda da exposição ao país é resultado de um convênio entre a Universidade de Navarra (UNAV) e a Federação Pan-americana de Associações de Arquitetos (FPAA), que viabilizou a parceria entre o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), a Universidade de Navarra (UNAV) e a Embaixada da Espanha no Brasil.

  O Museu - Criado em homenagem ao artesão maranhense Antônio Bruno Pinto Nogueira, conhecido como Nhozinho (1904–1974), mestre na talha de buriti, o acervo da Casa inclui peças indígenas, utensílios de pesca, carros de bois, teares de rede, vasos de cerâmica, toalhas de buriti, bonecos populares e brinquedos que imitam bichos.

 

Antônio Bruno Pinto Nogueira, conhecido como NHOZINHO

Nasceu em 17 de maio 1904, no povoado de Bacuripanã, município de Cururupu-MA, hoje apenas Bacuri. Quando menino, gostava de soltar papagaios e brincar na rua e já demonstrava suas habilidades para criar seus próprios brinquedos, com matéria-prima simples encontrada nas proximidades da sua casa, como madeira e o buriti, espécie de palmeira nativa da região que posteriormente ira se tornar a matéria prima do seu trabalho.

Segundo o poeta Ferreira Gullar, em um artigo da revista Manchete (1956), “aos doze anos, quando a doença chegou, já ele sabia fazer seus barcos de buriti, seus papagaios de papel. Num serviço paciente e sinistro, com inchações doloridas que lhe foram tomando os braços, as pernas, as mãos, os olhos – a doença feriu e torceu-lhe o corpo durante vinte e dois anos. Quando ela acabou o seu serviço, Nhozinho começou a serrar madeira e a fazer o carro que o levaria a passear e brincar (já com trinta e quatro anos) pelo Ribeirão e pela Praia do Caju”.

 

Serviço

O quê: Aniversário Casa de Nhozinho

Quando: Mês de junho/julho

Onde: Museu Casa de Nhozinho (Rua Portugal, Praia Grande)

Entrada franca