Casas de Cultura da SECMA realizam ritual da Queimação de Palhinhas

Eventos acontecem nos dias 22 e 27 de janeiro, no Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho e Museu Histórico e Artístico do Maranhão, respectivamente

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20/01/2026

Neste mês de janeiro, dois museus ilustres da capital maranhense, geridos pela Secretaria de Estado da Cultura, realizam programações repletas de fé, espiritualidade e tradição: a anual queimação de palhinhas e desmontagem dos presépios.

A celebração, que representa o encerramento do ciclo natalino, comumente realizado no Dia de Reis (6/01), movimenta residências, igrejas, terreiros e casas de cultura para representar a visita dos Reis Magos ao Menino Jesus. Este é o momento em que os fiéis realizam pedidos, cumprem promessas e consolidam sua fé no ato de queima das palhinhas.

Centro de Cultura Domingos Vieira Filho

No Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho, localizada na Rua do Giz – 205, Praia Grande, o ritual ocorrerá no dia 22 de janeiro, às 17h.

No Maranhão, essa celebração ganhou contornos próprios ao longo das décadas, tornando-se parte importante da cultura popular do estado. Entre os guardiões dessa tradição está o Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho, instituição que desempenha papel essencial na preservação e difusão das manifestações que compõem o vasto patrimônio imaterial maranhense.

Há muitos anos, o Centro realiza a Queimação de Palhinhas, reunindo artistas, grupos culturais, devotos, pesquisadores e a comunidade em geral em um momento de profunda simbologia. Cada edição, segundo a direção da Casa, reforça o compromisso da instituição com a memória popular e com a continuidade das práticas que moldam a identidade cultural do Maranhão. Trata-se de um encontro que celebra a ancestralidade, o afeto e a permanência das tradições que atravessam gerações.

Museu Histórico e Artístico do Maranhão

Já no dia 27 de janeiro, às 16h, o Museu Histórico e Artístico do Maranhão (Rua do Sol – 302, Centro) realiza a Queimação, em evento que terá ladainha, seguida pela Banda Mararitmus e reza comandada pelo sociólogo Sebastião Cardoso.

Para a gestora do MHAM, Amélia Cunha, este é um momento simbólico pela importância que o presépio carrega.

“Primeiro que o Museu Histórico, além de guardião de memória de acervo, principalmente do século XIX, por meio das suas peças, das suas pesquisas, guarda um simbolismo muito interessante de como era uma casa da aristocracia maranhense do século XIX. E o presépio fazia parte, como faz até hoje, essa cerimônia da queimação de palinhas. É uma cerimônia muito importante na religiosidade brasileira e maranhense, em especial. Esse presépio já teve como padrinho o Josué Montello, que é uma figura muito importante para o Museu Histórico, devido à iniciativa de inaugurar um museu com as características que o Museu Histórico tem”, relembra.

“Nós vamos realizar a queimação de palhinhas com a presença do antropólogo e sociólogo Sebastião Cardoso, uma figura muito importante da religiosidade maranhense, porque o Sebastião pesquisa há muitas décadas essa área religiosa, essas nuances religiosas dos cultos de matriz africana, mas também ele tem uma ligação muito interessante com a religiosidade católica. Religiosidade tão própria do Maranhão, tão própria do Brasil, que é essa mistura de traços de religiosidade africana e traços de religiosidade católica. E o Sebastião vai estar presidente, ele montou o presépio nos moldes do século XIX, fez a ladainha”, reflete Cunha.

Serviço

O quê: Queimação de Palhinhas 

Quando: Dias 22 e 27 de janeiro 

Onde: Centro de Cultura Domingos Vieira Filho e Museu Histórico e Artístico do Maranhão

 

Por Júlio C. e Patricia Cunha

Ascom Secma