Conexão Cultural tem mais de 2,9 mil inscrições; artistas aprovam iniciativa: “apoio, louvo e bato palmas”, diz músico

Quem acessa o canal da Secretaria de Estado da Cultura (Secma) no YouTube, o Cultura do Maranhão, tem hoje disponível uma infinidade de vídeos que expõem a riqueza e a diversidade da cultura produzida em solo maranhense. São shows de artistas solo, bandas, apresentações de grupos folclóricos, DJs, leituras dramáticas, oficinas, espetáculos, performances e muitos outros.

Essa volumosa coletânea, acessível gratuitamente em qualquer lugar do planeta, é o trabalho resultante do projeto Conexão Cultural.

Lançado de forma pioneira em março do ano passado para auxiliar financeiramente artistas maranhenses prejudicados com as restrições impostas pela pandemia da Covid-19, o projeto deu certo e, em 2021, com a nova escalada de contágio, chegou à sua quarta edição contabilizando números expressivos.

De acordo com a Secma, o edital do Conexão Cultural 4, lançado no último dia 3 de março, registrou em menos de um mês 2.978 inscrições.

Para a quarta edição do projeto o governador Flávio Dino anunciou investimento total de R$ 1,5 milhão, para a seleção de 1.000 produções artísticas com cachês individuais no valor de R$ 1.500,00.

A lista com os artistas selecionados para o projeto deve ser divulgada em breve pela Secma, mas para vários artistas a medida foi uma decisão acertada.

“Só temos a agradecer”

Com mais de 20 anos de carreira, o cantor e compositor Chico Nô participou de todas as edições do Conexão Cultural. Músico egresso do Cacuriá de Dona Teté, onde tocou por 12 anos e se apresentou em palcos do Brasil inteiro, Chico Nô se profissionalizou como artista e produtor após larga vivência na música – incluindo uma experiência de anos no Rio de Janeiro. Hoje ele dá saltos mais altos e está à frente de projetos mais robustos, como o espetáculo “Visões de Lampião”, onde apresenta a musicalidade do São João do Maranhão ao lado do cantor Zé Paulo.

Por conta do surto epidemiológico, Chico Nô precisou interromper a preparação do musical, que mistura linguagens variadas, como teatro, poesia, cordel e até cinema.

Chico Nô em show antes da pandemia (Foto: arquivo pessoal)

“A pandemia afetou bastante os nossos projetos. O musical que estou trabalhando agora seria gravado ao vivo no Teatro Arthur Azevedo e terminou que está sendo bem prejudicado por conta da pandemia”, lamenta o artista.

Apesar de contar com outra profissão – Chico Nô também é formado em Geografia pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA) -, o músico avalia que os editais do Conexão Cultural são “necessários” e são “uma excelente oportunidade” para os artistas locais, infelizmente penalizados com o distanciamento social.

“A pasta da cultura foi bem diversificada a partir do Governo Flávio Dino, abriu a possibilidade dos editais, onde todos podem participar. É uma ideia realmente louvável para a classe artística. Eu apoio, louvo e bato palmas para a iniciativa. Acho que está indo no caminho certo. Só temos a agradecer”, elogiou o músico.

Auxílio econômico e vitrine para artistas

A psicóloga e artista do Teatro Musical, Jhessica Monteiro, também se inscreveu na quarta edição do Conexão Cultural. Jhessica é polivalente no segmento ainda pouco conhecido do público maranhense. No teatro musical ela atua, canta e produz espetáculos, como a “Ópera do Malandro”, musical adaptado da peça de Chico Buarque, que teve os ensaios interrompidos por força da pandemia.

“A pandemia tem adiado nossos planos, sobretudo esse espetáculo maior que nós estávamos preparando, que é a Ópera do Malandro”, conta Jhessica.

Jhessica Monteiro como ‘Rosa’, personagem da comédia musical “Cadê a herança”, encenada em 2019. (Foto: reprodução/Instagram)

Apesar do cenário adverso provocado pela crise do novo coronavírus, Jhessica defende a adoção de medidas restritivas para conter a circulação do vírus e avalia que iniciativas como o Conexão Cultural oferecem, além do socorro financeiro, uma oportunidade para os artistas divulgarem seus trabalhos.

“São fundamentais essas políticas. Políticas que não apenas dão auxílio financeiro, mas que criam oportunidades dos artistas oferecerem a sua arte. Ajudar a recuperar a arte fazendo arte é algo que dignifica muito o trabalho da gente. Nos dá mais força para continuar”, avalia Jhessica.

Para o secretário de Cultura, Anderson Lindoso, além do suporte econômico é primordial que as atividades culturais maranhenses permaneçam ativas.

“Seguimos trabalhando incansavelmente para que a Cultura do Maranhão não pare e continue a encantar o mundo inteiro”, disse Anderson Lindoso.

Mais apoio financeiro

Também em apoio aos profissionais da cultura, o Governo do Maranhão, por meio da Secma, lançou o Auxílio Emergencial para artistas da Grande Ilha (já com solicitações encerradas) e o auxílio emergencial para setores de eventos, anunciado nesta sexta-feira (26) em coletiva de imprensa com o governador Flávio Dino.

“Até o momento, já pagamos auxílio emergencial a 1.495 artistas, no valor de R$ 600. Hoje anunciei auxílios emergenciais a trabalhadores dos setores de eventos e de turismo; e a taxistas, mototaxistas e motoristas de aplicativos. Também adiamos imposto de micro e pequenas empresas. E teremos vale-gás para 115.000 famílias mais pobres, segundo CADÚNICO”, informou o governador nas redes sociais.

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