Artigo do Secretário: Novas perspectivas para a cultura maranhense

Anderson Lindoso
Advogado. Secretário de Estado da Cultura

Quando assumi a Secretaria de Estado da Cultura no ano passado o desafio foi grande. Superar os resultados de uma secretaria que desde 2015 já mostrava avanços e inovações. Mas aceitamos a missão com determinação e posso dizer que, a despeito dos tempos difíceis, sinto-me otimista com o futuro e satisfeito com os resultados alcançados neste primeiro ano de gestão.

Comecei minha vida profissional muito cedo, com muito trabalho e estudo, e talvez por isso sempre enfrentei as dificuldades com coragem. Advogado formado na Universidade Federal do Maranhão, trabalhei na gestão de diversos órgãos públicos. Fui Coordenador de Regularização Fundiária e Superintendente de Terras e Habitação da Prefeitura de São Luís. No Governo do Maranhão trabalhei como Assessor de Apoio Institucional e Subsecretário de Estado da Secretaria de Administração, Assessor de Apoio Institucional da Secretaria de Governo, e antes da Secma assumi na Educação as secretarias adjuntas de Suporte ao Sistema Educacional e Administração. Também fui presidente do Conselho de Administração da Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares e auditor do Pleno do Tribunal de Justiça Desportiva do Maranhão.

A minha relação com a Secretaria de Cultura começou antes, em 2015, quando fui Secretário Adjunto na gestão de Felipe Camarão. Na época não imaginava que anos mais tarde teria essa grande missão de continuar o trabalho de transformação da política cultural do estado.

Neste primeiro ano frente à Secretaria de Estado da Cultura tenho consciência de ter realizado ações que valorizaram e incentivaram a promoção da cultura, vetor importante para geração de renda, emprego e desenvolvimento. Com resultados para artistas, produtores culturais e para a população. Reafirmando a política do Governador Flávio Dino de democratizar a cultura no estado.

Lançamos editais, promovemos atrações culturais em espaços públicos, em datas diversas e não só nos grandes eventos, fortalecemos os equipamentos culturais, o patrimônio material e imaterial, realizamos o natal e o carnaval com grande sucesso de público, e fechamos o primeiro ano com o Conexão Cultural, em plena pandemia do novo coronavírus.

Antes de falar da cultura em tempos de pandemia, queria fazer um destaque para as festas de fim de ano e do Carnaval, que foram muito especiais. Foram momentos realmente gratificantes. Fizemos um natal mágico durante todo o mês de dezembro, com multidão de pessoas para ver a Casa do Papai Noel, o desfile natalino, o Papai Noel Gigante e muitas outras atrações.

Conseguimos levar ao nosso Centro Histórico 248 mil pessoas entre os dias 30 de novembro e 29 de dezembro. Uma média de 8.267 pessoas por dia. O Réveillon também foi celebrado em grande estilo. Em 4 dias, o samba, o reggae, o bumba-meu-boi e diversos ritmos levaram ao público alegria e descontração. Somente na Av. Litorânea, 160 mil pessoas compareceram ao Réveillon do Maranhão.

O carnaval foi recorde de público, inclusivo e com a riqueza da nossa diversidade cultural. A festa animou cerca de 700 mil foliões que circularam pelos quatro circuitos programados. Com mais de 300 atrações, sendo mais de 90% formada por artistas maranhenses, o Carnaval do Maranhão inovou, misturou ritmos, ocupou espaços públicos e aproximou a população e turistas da rica cultura da nossa terra.

Infelizmente não foi possível fazer o São João, a maior festa popular do Maranhão, por conta da pandemia. No entanto, continuamos lutando para manter viva a cultura. Lançamos dois editais para apresentações culturais pela internet que reuniu mais de 600 artistas maranhenses, durante a pandemia. O programa Conexão Cultural ampliou o cenário de produção artística e mostrou com sucesso diversas atrações pelas redes sociais.

Tive sorte por estar fazendo parte de um Governo que tem um olhar diferenciado para a cultura, e que valoriza a promoção da cultura como política pública. Na próxima semana inicio uma série de encontros com representantes de vários segmentos da cultura para tratarmos da aplicação da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc, norma que dispõe sobre ações emergenciais destinadas ao setor cultural, um dos mais prejudicados pela interrupção de atividades devido à pandemia do novo coronavírus. Seguimos na luta! Avante !!

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